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Terça-feira, Janeiro 25, 2005

FERRO E FOGO

Calado,
Atravessei noites
De ferro e fogo.
Sem os mistérios dos centauros
Pisei, pés descalços,
Ruas de uma cidade travada.
Nas águas de rios e mares
Banhei meu corpo
Em sal e sargaços
Em lama e charcos.
Silencioso
Travei sem armas
Lutas cruéis.
À luz das luas
Trago o corpo erguido,
Exausto
Mas insisto em cavar
Os mistérios.
FERRO E FOGO

Calado,
Atravessei noites
De ferro e fogo.
Sem os mistérios dos centauros
Pisei, pés descalços,
Ruas de uma cidade travada.
Nas águas de rios e mares
Banhei meu corpo
Em sal e sargaços
Em lama e charcos.
Silencioso
Travei sem armas
Lutas cruéis.
À luz das luas
Trago o corpo erguido,
Exausto
Mas insisto em cavar
Os mistérios.

Publicado por:Mercurio, em 12:39 PM

Comments:

é incrível! Achei que não voltaria mais para o blog... e de repente, esstou aqui de novo. Aprendendo com muita gente. Espero manter uma certa frequência e muitos contatos bacanas... Amanhã voltarei com as poesias. O carnaval já está pegando fogo aqui no Recife. O rei Momo já está com as chaves da cidade e a folia toma conta das ruas, clubes e caras. O Recife fica bonito pq começa a imperar o reino da aleegria. E vamos dizer Não a violência. SIM a PAZ. E viva o carnaval.
Achei uma peosia
FERRO E FOGO

Calado,
Atravessei noites
De ferro e fogo.
Sem os mistérios dos centauros
Pisei, pés descalços,
Ruas de uma cidade travada.
Nas águas de rios e mares
Banhei meu corpo
Em sal e sargaços
Em lama e charcos.
Silencioso
Travei sem armas
Lutas cruéis.
À luz das luas
Trago o corpo erguido,
Exausto
Mas insisto em cavar
Os mistérios.
Constantino F.
Publicado por:Mercurio, em 12:39 PM

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Bom-dia!
é incrível! Achei que não voltaria mais para o blog... e de repente, esstou aqui de novo. Aprendendo com muita gente. Espero manter uma certa frequência e muitos contatos bacanas... Amanhã voltarei com as poesias. O carnaval já está pegando fogo aqui no Recife. O rei Momo já está com as chaves da cidade e a folia toma conta das ruas, clubes e caras. O Recife fica bonito pq começa a imperar o reino da aleegria. E vamos dizer Não a violência. SIM a PAZ. E viva o carnaval.
Publicado por:Mercurio, em 9:58 AM

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Quarta-feira, Novembro 17, 2004

Na próxima semana estarei voltando com todo gás! Desculpem os amigos!
Saudades de todos!
Publicado por:Mercurio, em 1:53 PM

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Quarta-feira, Setembro 22, 2004

Ontem acabei de marcar a última cena do próximo espetáculo que terá sua estréia do teatro Valdemar de Oliveira, aqui no Recife, no próximo dia 05 de outubro. Minha equipe é enorme. 20 pessoas, dos quais 12 são atores. O bacana é que está acontecendo um círculo harmônico muito bonito entre todos. Ainda bem que o corre-corre não tem me deixado neurótico.

Bem, lá vai mais uma poesia em processo...

Sem sombras
O tempo tem suas urdiduras
Bordadas em mim.
Em silêncio
O rio verte para o mar
Desejos sem meios termos
Sussura o rio desaba o mar.
Sem sombras
A palavra contamina
Os gestos
Deixam de ter rimas
Nas suas réstias
Arde em mim
Qualquer coisa sem nome.
Deixem o meu olhar
Olhar.

19.09.2004.

Constantino F.

Cheiros e cheiros

Publicado por:Mercurio, em 11:25 AM

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Quinta-feira, Setembro 16, 2004

Estou voltando. Aos poucos quero deixar poesias de vários companheiros e companheiras daqui do Recife. Um cheiro.
Segue este poema que ainda está sendo trabalhado...Outros cheiros.

POR UM TRIZ

Eu não tenho mais poesia.
O meu nome
Está pendurado
Em algum varal
Perdido de quintais.
A tinta da caneta
Está por um triz.
Sou ator
Sem palcos
Olho através de outros
Olhos.
Amanhã me recomponho
Sem pensar em cinzas.
As chibatadas ainda ardem
No meu corpo
pousada de um sol antigo.
Preciso navegar
Além do rio
Além do mar.
Feito um girassol
Que sabe do outro dia
Das enormes madrugadas
Lapidadas nas encruzilhadas
Cultivando esperas
Que se repetem nas janelas
Por suas frestas.
Perdi a poesia
Ao jogar meu corpo ao mar
Ao me sentar na pedra do rio
E olhar.

Constantino F.

19.09.2004.

Publicado por:Mercurio, em 10:27 AM

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Quinta-feira, Maio 06, 2004

Oi!
Estou cada dia mais longe do blog. São muitas coisas que estão acontecendo. A última foi minha participação no filme curta-metragem É MAIS FÁCIL UM BOI VOAR, que participou do Festival de Cinema daqui do Recife. O público foi fantástico. Não ganhamos nenhum prêmio, mas valeu o trabalho que fiz como ator e diretor de elenco. Bem, o festival terminou ontem, quarta-feira, e hoje já estou pensando no projeto da minha cia de teatro. Além dos projetos da cia, tem ainda um projeto de circulação no nordeste, pela Funarte, do ministério da Cultura. Tenho um espetáculo pronto que ficou me cartaz no ano passado: O DOCE BLUES DA SALAMANDRA. Vamos inscrever o espetáculo e espero que sejamos selecionados. Por hoje é só. Estou sem poesia. Quem sabe amanhã eu volte e esvreva bem muito mesmo para matar a saudade?. Cheiros
Publicado por:Mercurio, em 3:39 PM

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Quarta-feira, Abril 07, 2004

Imagino uma páscoa para todos pensando no mestre, quando Ele nos deixou um legado tão fantástico e dentre tantos outros, o que mais me comove e que me impulsiona para viver cada dia é o amor pleno e revigorado, àquele amor incondicional que os seres humanos deviam praticar a cada raiar do sol. Nesses tempos, está cada vez mais complicado viver, em plenitude, o amor, mas por que não tentarmos? Então que a nossa páscoa seja feita de caminhos que buscam o amor.

Taí um poema que ainda está processando na minha cabeça:

A vida
Dada de rio e mar.
No princípio
Cactos, pedras, pedregulhos
O fio quase seco
D¿água
As cacimbas
O sol, punhal de fogo
No fim da tarde
Arredondando sonhos...
Depois,
Cais, cais, cais
Esquinas, esquinas, esquinas
Açoites, açoites, açoites.
A vida
Dada de rio e mar
Arde.

Constantino F.





Publicado por:Mercurio, em 3:07 PM

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Quinta-feira, Março 25, 2004

Quanto tempo que não cuido do meu blog! Não acho isso legal mas posso encontrar mil desculpas ou mil coisas que me tomaram o tempo. Também não acho isso justo, posto que, aos poucos, fui mantendo contatos com pessoas incríveis. Tive a oportunidade de visitar mil blogs inteligentes, vivos de vida, vivos de lutas diárias, vivos de buscas incansáveis. Realmente tive a oportunidade de perceber que existe muita Gente (com G maiscúlo) espalhada pelos quatro cantos do país.
Não posso prometer mas quero e o verbo querer é forte, continuar blogando, poetando, conversando com todos que me acessam e com aqueles que sempre visito.
Estou numa fase meio interna. Estou lendo muito. Nesses últimos quinze dias já li quatro romances e um livro sobre o teatro. Acho que estou numa fase tipo incubadora e espero que, ao sair, possua novas asas para voar, livre como os pássaros que pousam na minha janela, nos primeiros raios da manhã.
Cheiros

Publicado por:Mercurio, em 11:36 AM

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Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004

Ontem fiquei pensando no que é, de fato, amizade. Nessa estrada de vida que venho percorrendo encontrei muitas pessoas que foram amigas e passaram, seguiram suas rotas. Outras deixaram endereços mas nunca responderam minhas cartas e outras ainda entraram na minha vida e depois passaram a ser apenas pessoas conhecidas. Encontrei outras pessoas e até hoje são e espero que continuem sendo estrelinhas no pequeno céu da minha vida. Como diz aquela música: amigo é pra se guardar no lado esquerdo do peito! E amigo, de fato, sabe amar, inclusive as diferenças, os defeitos, sempre tentando consertar com afeto os erros. Amigo, de fato, sabe chegar e sair na hora certa. Voltar e abraçar longamente, criticar e acarinhar. Amigo, de fato, é aquele que quer crescer junto, lado a lado, quando possível e mesmo longe, deixa a porta da amizade aberta.
Tenho poucos amigos de verdade, mas esses valem a vida inteira. Vou deixar um poema de uma amiga minha, poetisa afamada, premiada e linda:

Véu de Pirilampo

E o vaidoso fabricante de versos perguntou, em tom superior:
¿ E esses óculos escuros à noite, para que são?
E eu lhe respondi em silêncio:
¿ Porque a sua maldade é eterna.
E porque os poetas vêem melhor na escuridão.


E eu coloquei meus óculos escuros
contra a mediocridade dos neons
contra a agressão das almas monstruosas
e a crueldade oculta nas manhãs
¿ na penumbra amnésica anteparo
o cotidiano fogo dos dragões.

E eu ajustei meus óculos escuros
mas vi gente comendo carne humana
crianças assaltando à mão armada
cheirando cola ou sendo trucidadas
enquanto os vaidosos declamavam
a sua dor tão dicionarizada.

E eu saio à rua de óculos escuros
porque me cega a cena da injustiça
porque a lei só legítima a força
descobriu a platéia o fundo falso
do palco onde encerrou-se o último ato
e se esqueceram de fechar o pano.

E eu uso sempre os óculos escuros
porque o mundo é uma faca nas pupilas
trapézio inteiro de arame farpado
sobre a rede de areia movediça
a pele triturada e sem aplausos
prossigo encantadora de serpentes

E eu saio à noite de óculos escuros
porque meu corpo acende nessa hora
meus óculos são véu de pirilampo
me resguardam de dentro para fora
escondem o meu sol subcutâneo
¿ são a nave em que chego até os homens.

Poema de Lucila Nogueira

Para que gosta de carnaval do Recife e quiser vir passar a folia de Momo aqui, é só acessar o site: www.recife.pe.gov.br e ir no link que tem sobre carnaval.

cheiros



Publicado por:Mercurio, em 2:52 PM

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Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004

Há dias que não escrevo. Aprendi que há certos momentos que precisamos priorizar algumas mas isso não significa que o meu blog não é prioritário. É também, mas a vida no puxa para o cotidiano e temos que estar na estação, na hora certa, no lugar certo, para não perder o trem das histórias ou das nossas próprias histórias...
Hoje é a prova pública dos meus alunos de teatro. Eles irão apresentar uma pequena série de esquetes que intitulamos: Farsas absurdas (parece redundante...mas é proposital)...
Amanhã seguirei para a capital do Estado da Paraíba (João Pessoa). Irei fazer uma pequena assessoria para o grupo de Teatro de agricultores, para o qual ministrei umas oficinas de teatro improvisacional. E aí eles estão fazendo o maior sucesso. Tô feliz por eles.
Aqui no Recife aconteceu o projeto Janeiro de Grandes Espetáculos (foram cerca de 70 espetáculos). Foi bacana.
Um poema meu foi publicado num dos jornais daqui... acho que já publiquei no blog.
Bem, ainda tenho um monte coisas para fazer...Tenho que ir. Cheiros




Publicado por:Mercurio, em 3:14 PM

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Há dias que não escrevo. Aprendi que há certos momentos que precisamos priorizar algumas mas isso não significa que o meu blog não é prioritário. É também, mas a vida no puxa para o cotidiano e temos que estar na estação, na hora certa, no lugar certo, para não perder o trem das histórias ou das nossas próprias histórias...
Hoje é a prova pública dos meus alunos de teatro. Eles irão apresentar uma pequena série de esquetes que intitulamos: Farsas absurdas (parece redundante...mas é proposital)...
Amanhã seguirei para a capital do Estado da Paraíba (João Pessoa). Irei fazer uma pequena assessoria para o grupo de Teatro de agricultores, para o qual ministrei umas oficinas de teatro improvisacional. E aí eles estão fazendo o maior sucesso. Tô feliz por eles.
Aqui no Recife aconteceu o projeto Janeiro de Grandes Espetáculos (foram cerca de 70 espetáculos). Foi bacana.
Um poema meu foi publicado num dos jornais daqui... acho que já publiquei no blog.
Bem, ainda tenho um monte coisas para fazer...Tenho que ir. Cheiros




Publicado por:Mercurio, em 3:03 PM

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Sexta-feira, Janeiro 23, 2004

Fazia tempo que eu não tinha vivido uma semana tão cheia de coisas misturadas. Um bocado de alegria e um bocado de tristeza. Foi uma misturada louca mas, mesmo com as preocupações com a cia de teatro, dentro do meu coração bateu uma calma e acho que foi por isso que fui enfrentando as tristezas com uma coragem e determinação que, se fosse em outros tempos, entraria numa deprê... Por outro lado as alegrias foram fantásticas...alegrias pequenas mas que tomaram conta e equilibraram o meu coração. As pequenas coisas, as pequenas atitudes e gestos colocam a vida numa dimensão maior e aí a gente aprende que vale à pena continuar sonhando e encarando a realidade e o sol de cada dia.
Uma das alegrias: uma ex-estagiária minha está morando em Curitiba. Concluiu o curso de jornalismo, já está trabalhando, namorando e ainda se lembrou de tudo que vivemos aqui na redação e o pouco que pude ensinar sobre a nossa profissão, o dia-a-dia de uma redação, ensine e não é que a danadinha não esqueceu dos velhos amigos? Depois de longo silêncio ela me enviou uma mensagem linda e aí fiquei todo arrepiado de emoção.
Outra pequena alegria: as manhãs.
Outra pequena alegria: um olhar roubado com a delicadeza daqueles que sabem seduzir... Aí tem uma história: estava eu sacolejando no ônibus matinal quando de repente uma pessoa, ao me ver com a bolsa e a pasta cheia de projetos na mão e, ainda pendurado, se levanta e me dá o lugar com um sorriso e um olhar que valeu o dia inteiro. Não entendi direito mas a atitude de ceder o lugar para mim...sei lá, foi jovial, sedutor e tranqüilo.

Taí um poema de uma poeta daqui:

ALÉM DO MEU OLHAR

Há um espaço
Que se alarga
Em minha mente
Há uma estrela
Cadente
Olhando para mim.

Dora Gusmão.

Bacana, não é?

Bom finde para todos com muitos cheiros



Publicado por:Mercurio, em 4:32 PM

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Quinta-feira, Janeiro 22, 2004

Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa.
Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.
Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer. Um certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava.
Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria.
Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima.
Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo. Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às
intempéries. Disse-me ainda, que freqüentemente dava uma palmadinha nas suas árvores, com um jornal enrolado, e que fazia isso para que se mantivessem sempre acordadas e atentas.
Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho. Logo depois, fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei. Passados vários anos, retornei do exterior e fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes, quando percebi que o médico, meu antigo vizinho, havia realizado seu sonho!
O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como que não resistindo ao rigor do inverno. Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estava sólidas as suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda.
Que efeito curioso, pensei eu... As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, levando palmadelas e tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.
Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus dois filhos. Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Freqüentemente, oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis: "Meu Deus, livre meus dois meninos de todas as dificuldades e agressões desse mundo"...
Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações. Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam. Sei que meus filhos encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais. Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar.
Portanto, pretendo mudar minhas orações. Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida é muito dura. Ao contrário do que tenho feito, passarei a rezar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos.
Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade pedidos desse tipo são raramente atendidos. O que precisamos fazer é pedir para que consigamos desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos simplesmente varridos para longe. (AD)

Bem, pessoal, recebi por e-mail esse texto e achei que merece uma reflexão. Para quem não tem filhos, serve para a nossa vida, para que possamos saber enfrentar as dificuldades, buscando nos nossos caminhos encontros mais transparentes, mais profundos, compreendendo que nem sempre os talhos nos levarão aos melhores lugares. Cheiros

Publicado por:Mercurio, em 1:44 PM

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Quinta-feira, Janeiro 15, 2004

Senhora Cidade

O ar da cidade
Molhada
Instiga o poeta
Revela o olhar
Pelo canto do olho
Num canto
Cheio de cantadas
Ligeiramente alcoviteiras.
A cidade molhada
Minha boca ávida
Minhas mãos guerreiras
Buscam a suavidade
Das peles
De pelos arrepiados
Numa espera silenciosa
Na sala espaçosa
Do coração.
A cidade com seu ar de senhora,
Mocinha brejeira,
Mãe, noiva e puta
Reconhece as silhuetas
Daqueles iguais
Que num canto
Encantados
Dizem segredos
Amáveis
e
abissais.


Taí, acabei de escrever... depois penso com calma para saber se é um poema de fato. Por enquanto gostaria de compartilhar com vcs.
cheiros
Constantino F.


Publicado por:Mercurio, em 3:41 PM

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